Quilta & Borda

Linhas arrumadas

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Eu admito que sou uma pessoa bagunceira. Mas uma bagunceira consciente. Então tento organizar o melhor possível todas as minhas coisas para não ficar louca. Tudo tem o seu lugar, vai estar na maior desordem, mas sempre sei onde estão. Tenho mania de procurar e comprar montes de caixas, caixinhas, envelopes, gavetas, gaveteiros. A melhor forma que achei para guardar minhas linhas foi essa (copiada da Kumie Genari).  Essas pastas de plástico tamanho A4 encontro na Liberdade, naquelas lojas que vendem tudo na rua dos estudantes e arredores. Cabem direitinho e dá para ver se tenho exatamente a cor que quero sem abrir a caixa. Barbáro, né!

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08/05/2008 Posted by | Dicas e Técnicas | , | 19 Comentários

A minha máquina de costura

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Essa é a minha queridinha.
Já me perguntaram várias vezes qual máquina eu uso, qual eu acho boa, o que acho dessa ou daquela.
Eu tinha uma Singer Facilita na qual aprendi a costurar nos meus vinte anos. Quando comecei a aprender patchwork, em 2001, comprei outra Singer, a Bella, e não gostei, mas como a outra havia ficado ruim depois que costurei umas lonas, tive que me contentar com ela mesmo. Acho que por isso passei a gostar muito mais de costurar à mão.
Quando a Bernina chegou na Paulinia em 2005 e testei o quilt livre, fiquei apaixonada mas achei muito cara. Só que não resisti e acabei me dando de natal naquele ano. Está sendo um dos melhores presentes que já me dei.
Além do pé BSR – Bernina Sittch Regulator – que é um pé de quilt livre com um sensor que regula o comprimento do ponto conforme a velocidade que se move o tecido, deixando os pontos sempre do mesmo tamanho, ela tem muitas qualidades:
É resistente, costura até couro, e com pontos decorativos, não vacila quando se costura várias camadas de tecido, manta acrílica, ziper ou feltro;
Tem uma lâmpada de luz fria ao redor da área de trabalho que ilumina tudo sem esquentar;
O colocador de linha funciona;
Tem um botão de acionar o funcionamento que permite dispensar o pedal. Tem uma alavanca que permite levantar o pé com a perna deixando as mãos livres para movimentar o trabalho. Essas duas qualidades devem ser ótimas para pessoas com dificuldades físicas;
Tem um monte de pontos decorativos, sendo que adoro o de caseado, que fica perfeito;
Tem um monte de acessórios, mas confesso que muitos ainda não usei;
O enchedor de bobinas é ótimo.
Acho que não elenquei todas as qualidades pois ainda não as conheço, mas para mim essas já são suficientes para saber que gastei muito bem o meu dinheiro.
Não conheço as outras grandes marcas que chegaram no Brasil. Tenho certeza que devem ser muito boas também. Em Houston, acho que vi todas as marcas que existem no mercado internacional, mas não me detive nelas, gastei meu tempo no Stand da Bernina…
Como disse, comprei na Paulinia (clique aqui), que é representante no Brasil. Quem me ensinou a usar foi o Toledo, expert, que, pelo que sei, agora tem sua própria empresa (clique aqui) e também é representante no Brasil.

08/01/2008 Posted by | Dicas e Técnicas | | 18 Comentários

Revistas japonesas

Já me perguntaram várias vezes onde compro revistas e livros japoneses e de outras procedências. Vamos ver se consigo ajudar dessa vez. Onde mais compro revistas japonesas é na Livraria Fonomag (quando você passa o mouse sobre qualquer coisa na tela e aparece uma mãozinha, ela indica um link sobre aquilo, para quem não sabe). A livraria fica na Rua da Glória 242, no bairro da Liberdade, aqui em São Paulo. Vou lá pelo menos uma vez por mês buscar as revistas que assino e ver as novidades. As moças são muito atenciosas e sempre me dão uma pilha de revistas para ver se quero comprar alguma. Eles também enviam pelo correio e aceitam encomenda. Não tenho nada a ver com eles, sou só uma cliente fiel.
No mesmo bairro existe a Livraria Sol, na praça do lado do metrô. Eu não gosto de lá porque eles só aceitam dinheiro ou cheque, nada de cartão.
Pela internet, já comprei muito no site YesAsia, quando eles tinham frete grátis para todo o mundo. Agora só acima de U$99 e ainda não juntei muitos ISBN para comprar. ISBN é número de identidade de qualquer publicação e que vale para qualquer lugar do mundo. Como não sei japonês, ainda, procuro os livros que quero pelo ISBN, na pesquisa avançada. É só vir aqui, colocar o número e apertar GO lá em cima. Se eles tiverem vai aparecer o livro, na maioria das vezes sem a capa. Se quiser, você pode ver se no site japonês da Amazon tem, aqui, mas eu não compro lá porque o frete sai mais caro que o livro, só uso para pesquisar e olhar.

08/05/2007 Posted by | Biblioteca/Library, Dicas e Técnicas | 9 Comentários

Colocador de linha

Fazia tempo que eu via essa traquitana nas revistas japonesas e pensava se poderia ser uma boa ferramenta. É maravilhosa! É só colocar a agulha com a ponta para cima, a linha no meio e apertar a alavanca e sua linha está passada pelo buraco da agulha! E ainda tem uma ranhura para cortar a linha: não precisa de tesoura. Será que pode levar no avião na mala de mão?
O meu veio do Japão, por aqui não sei onde tem, ouvi dizer que a Paulinia vai trazer, nos States olhe aqui.

12/04/2007 Posted by | Dicas e Técnicas | 3 Comentários

English paper piecing – Hexágonos

Hoje eu vi esse tutorial de english paper piecing em fotos muito legal para quem está querendo aprender: clique aqui.
As minhas tentativa de mostrar a técnica estão aqui, aqui e aqui.

16/03/2007 Posted by | Dicas e Técnicas, Hexágonos | 5 Comentários

Big Brown Bag

Posted by Picasa
Gostei muito de fazer essa mala nas aulas que estou tendo com a Rute Sato. Ela é bem firme, usamos sarja, um algodão bem mais grosso nas partes lisas. O trabalho em crazy é feito com a técnica do “Empilha e Corta”.
Eu nunca tinha usado a hera para marcar as linhas do quilt e adorei, dá para ver nessa última foto como a marcação fica nítida. Eu a tinha há anos e não sabia como usar até que minha amiga Patricia me mostrou num dos nossos encontros. Adorei.

26/02/2007 Posted by | Bolsas, Dicas e Técnicas, Trabalhos terminados | 9 Comentários

English Paper Piecing – EPP – Jardim-da-vovó

Como unir os hexágonos na técnica de EPP:
Eu procurei nos meus livros em inglês e em vários sites e o ponto usado chama-se whipstitch (veja um deles aqui) cuja tradução para o nosso português é ponto do chicote. Num livro de Portugal que tenho o nome é ponto de luva. Nos sites brasileiros que encontrem chamam de ponto de alinhavo, mas eu acho que esse ponto não é bom para descrever, melhor seria ponto atrás. Eu prefiro chamar de ponto de emenda.
A ilustração a seguir, que tirei do livro japonês que mostrei aqui, dá uma dica muito boa: começar a 3mm das bordas, voltar com o ponto de emenda, costurar até o final e voltar outros 3mm.

10/01/2007 Posted by | Dicas e Técnicas, Hexágonos | 7 Comentários

Dedal e a L.E.R.

Voltei a costurar uns hexágonos: agora com 1cm de lado. Eu costumo imprimir os moldes em um papel mais grosso com 120g/m² para não arredondar as pontas. Só que fica mais difícil de alinhavar porque a agulha tem mais dificuldade para passar pelo molde e o dedão começa a doer pelo esforço de puxar a agulha. Esse dedal de borracha da Clover ajuda muito nesse movimento porque não deixa a agulha escorregar. Mesmo fazendo só uns 60 hexágonos para o projeto tenho medo da L.E.R. – Lesão por Esforço Repetitivo, quero costurar até meus 90 anos de idade… Posted by Picasa

12/12/2006 Posted by | Dicas e Técnicas, Hexágonos | 12 Comentários

Lightbox Apliqué

Outro dia tive um surto psicótico e fiz esse beija-flor em um único dia. Peguei o meu livro da Carol Armstrong e finalmente aprendi a técnica dela. Ela chama de Lightbox Apliqué porque usa uma caixa de luz para riscar os desenhos no tecido. Como eu não fiz a minha caixa de luz, peguei emprestado o meu negatoscópio, aquele painel de ver radiografias, do consultório. Adorei. É difícil, mas eu sou muito melhor costurando do que bordando. O mais difícil foi bordar o bico com ponto cheio, não consegui fazer as bordas uniformes apesar de ter contornado antes com ponto partido (split stitch). Usei vários dos meus tecidos tingidos do Clube Alinhavo e eles ficam bárbaros nesse tipo de trabalho apesar da Carol usar tecidos lisos sólidos. Foram 23 pedacinhso de tecido aplicados com a técnica de virada da agulha. Se alguém se interessar posso tentar fazer um passo-a-passo.

17/09/2006 Posted by | Dicas e Técnicas, Patchwork | 13 Comentários

Riscando tecidos – Water Erasable Pens


Eu adoro minhas canetas de riscar tecidos. Hoje usei as três para contar que a do meio – CHACO – é a melhor. Tem a ponta média e firme. A de cima é bem fina, serve para desenhos muito delicados, e a de baixo – Mark-B-Gone – é bem porosa, deixa o traço largo demais. São todas japonesas e nem me lembro onde comprei. Sou aficcionada por canetas, lápis, qualquer coisa para riscar meus tecidos, e sempre compro todas as que encontro em todas as lojas que visito.
Preste atenção no uso delas: NUNCA passe a ferro depois de riscar! Elas são water erasable, isto é, saem com água. Depois de terminar o trabalho, lembre de não passar nas fases intermediárias, pulverize água sobre os riscos e eles desaparecem. Eu coloco o trabalho sobre uma toalha, com aqueles pulverizadores de plantas molho os riscos, passo uma outra toalha por cima para tirar o excesso do água e deixo secar. Só depois de ter certeza que todos os riscos sairam é que passo a ferro. Fica perfeito.

14/09/2006 Posted by | Dicas e Técnicas | 7 Comentários